Na perspectiva de Ian Cunha, a longevidade deixou de ser apenas uma questão de aumento da expectativa de vida. Viver mais não significa, necessariamente, viver melhor. Diante do envelhecimento da população e das transformações no estilo de vida contemporâneo, cresce a importância do conceito de longevidade ativa, que valoriza autonomia, saúde e bem-estar ao longo dos anos.
Esse novo olhar sobre o envelhecimento coloca os hábitos diários no centro da discussão. Alimentação, movimento, saúde mental e relações sociais passam a ser entendidos como fatores determinantes para a construção de uma vida mais longa e com qualidade. Ao longo deste conteúdo, veremos como esses hábitos influenciam o processo de envelhecimento saudável.
Longevidade ativa vai além da ausência de doenças
Durante muito tempo, envelhecer bem foi associado apenas à ausência de enfermidades graves. Segundo Ian Cunha, hoje, esse conceito se amplia. A longevidade ativa envolve a capacidade de manter independência funcional, participação social e equilíbrio emocional, mesmo com o avanço da idade.

Esse modelo reconhece que o envelhecimento é um processo natural, mas que pode ser vivido de forma mais saudável quando há estímulo contínuo ao corpo e à mente. Manter-se ativo não significa negar as limitações do tempo, mas adaptar-se a elas com consciência e planejamento.
Hábitos saudáveis como base para uma vida longa
Os hábitos adotados ao longo da vida exercem influência direta sobre a longevidade, como explica Ian Cunha. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e sono de qualidade são pilares fundamentais para a manutenção da saúde física e metabólica.
Além disso, escolhas cotidianas, como reduzir o sedentarismo, evitar o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e gerenciar o estresse, impactam significativamente o envelhecimento. A consistência desses hábitos ao longo do tempo é mais determinante do que intervenções pontuais.
Por que a saúde mental é essencial para a longevidade?
A saúde mental desempenha papel central na longevidade ativa, influenciando comportamentos, relações e percepção do envelhecimento. Transtornos como ansiedade e depressão podem comprometer hábitos saudáveis e acelerar processos de adoecimento.
Para Ian Cunha, cuidar da mente envolve manter vínculos sociais, estimular o aprendizado contínuo e cultivar interesses ao longo da vida. Pessoas socialmente conectadas e mentalmente estimuladas tendem a envelhecer com mais equilíbrio emocional e maior sensação de propósito.
Fatores que contribuem para a longevidade ativa
A construção da longevidade ativa depende de uma combinação de fatores individuais e coletivos. Assim como aponta Ian Cunha, não se trata apenas de escolhas pessoais, mas também de acesso à informação, políticas públicas e ambientes que favoreçam hábitos saudáveis.
Entre os principais fatores que contribuem para uma vida longa e ativa, destacam-se:
- Alimentação balanceada e adequada às necessidades individuais;
- Prática regular de atividades físicas;
- Qualidade do sono e recuperação do organismo;
- Estímulo à saúde mental e emocional;
- Manutenção de vínculos sociais e participação comunitária;
Esses elementos, quando integrados à rotina, favorecem um envelhecimento mais saudável e funcional.
O papel da prevenção na construção da longevidade
A prevenção é uma das estratégias mais eficazes para promover a longevidade ativa. Consultas regulares, exames preventivos e acompanhamento médico ajudam a identificar fatores de risco precocemente e a evitar o agravamento de doenças, como ressalta Ian Cunha.
Além disso, ações educativas voltadas à promoção da saúde contribuem para escolhas mais conscientes ao longo da vida. Investir em prevenção reduz custos com tratamentos futuros e melhora significativamente a qualidade de vida da população.
Longevidade ativa como responsabilidade individual e coletiva
Em última análise, embora as escolhas individuais sejam fundamentais, a longevidade ativa também depende de fatores estruturais. Acesso a espaços para atividade física, serviços de saúde de qualidade e políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável são essenciais.
Ao compreender a longevidade como um processo coletivo, a sociedade avança na construção de ambientes mais inclusivos e preparados para todas as fases da vida. Envelhecer bem deixa de ser um privilégio e passa a ser um objetivo compartilhado.
Autor: Veronyre Grugg