A obesidade é um problema de saúde pública global e está associada a uma série de doenças crônicas, incluindo as urológicas, informa Lawrence Aseba Tipo. O excesso de peso e o estilo de vida sedentário podem aumentar o risco de câncer renal, cálculos renais, incontinência urinária e infecções do trato urinário. Estudos mostram que a gordura corporal em excesso pode desencadear processos inflamatórios e hormonais que afetam diretamente o funcionamento dos rins e da bexiga.
Entender essa relação é essencial para a adoção de medidas preventivas e para a promoção de um estilo de vida mais saudável. Neste artigo, analisaremos como a obesidade influencia a saúde urológica, quais são os riscos mais comuns e quais estratégias podem ser adotadas para minimizar esses problemas.

Como a obesidade aumenta o risco de câncer renal?
A obesidade está diretamente relacionada ao aumento do risco de câncer renal, uma das neoplasias malignas mais preocupantes do sistema urinário. O excesso de gordura corporal pode levar a um estado de inflamação crônica, que contribui para alterações celulares e o desenvolvimento de tumores nos rins. Além disso, a obesidade está associada à resistência à insulina e ao aumento dos níveis de hormônios, como a leptina, que podem estimular o crescimento de células cancerígenas.
Outro fator preocupante é que pacientes obesos frequentemente apresentam diagnóstico tardio do câncer renal, comenta Lawrence Aseba Tipo. Isso ocorre porque o acúmulo de gordura pode dificultar a detecção de nódulos e outros sintomas iniciais. Dessa forma, além de aumentar o risco da doença, a obesidade também pode comprometer o sucesso do tratamento, tornando essencial a adoção de hábitos saudáveis para a prevenção.
O excesso de peso pode causar problemas urinários?
Sim, a obesidade tem forte ligação com problemas urinários, como incontinência e infecções do trato urinário (ITUs). O acúmulo de gordura na região abdominal exerce pressão sobre a bexiga, enfraquecendo os músculos do assoalho pélvico e aumentando as chances de incontinência urinária, principalmente em mulheres. A obesidade também pode estar associada à bexiga hiperativa, condição caracterizada pela necessidade frequente e urgente de urinar.
Lawrence Aseba Tipo frisa que pessoas obesas têm maior risco de desenvolver infecções urinárias devido a alterações metabólicas que favorecem a inflamação e o crescimento de bactérias no trato urinário. A resistência à insulina, comum em indivíduos obesos, pode aumentar a quantidade de glicose na urina, criando um ambiente propício para a proliferação de microrganismos.
Quais medidas podem ajudar a reduzir o impacto da obesidade na saúde urológica?
A melhor forma de reduzir o impacto da obesidade nas doenças urológicas é adotar um estilo de vida saudável, focado na alimentação equilibrada e na prática regular de atividades físicas. Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras saturadas, pode ajudar no controle do peso e na melhora da função renal. Portanto, aumentar a ingestão de líquidos, especialmente água, é essencial para prevenir cálculos renais e infecções urinárias.
Em última análise, a prática de exercícios físicos também é fundamental para a saúde urológica, enfatiza Lawrence Aseba Tipo. Atividades como caminhadas, musculação e exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico ajudam a reduzir o peso corporal, melhorar a circulação sanguínea e fortalecer os músculos que sustentam a bexiga. Por fim, manter consultas regulares com um médico pode contribuir para a detecção precoce de problemas e para a orientação sobre estratégias de prevenção.
Autor: Veronyre Grugg
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital