Crédito presumido e recuperação de créditos: Veja como a nova sistemática substitui o PIS/COFINS na aquisição de bens de capital

Diego Velázquez
Diego Velázquez
Parajara Moraes Alves Junior

O consultor em planejamento tributário, sucessório e patrimonial rural, Parajara Moraes Alves Junior, aponta que a substituição do PIS/COFINS por uma nova lógica de aproveitamento de créditos representa uma mudança estrutural no ambiente tributário brasileiro. A seguir, serão explorados os impactos do crédito presumido, as novas regras de recuperação de créditos e os efeitos práticos na aquisição de bens de capital. A nova sistemática exige análise técnica e visão estratégica, sobretudo para quem investe em ativos produtivos e busca maximizar o retorno sobre investimentos.

O que muda com o fim do PIS/COFINS?

O fim do modelo tradicional de PIS/COFINS representa a transição para um sistema mais simplificado e alinhado ao conceito de não cumulatividade plena. Essa mudança busca reduzir distorções e tornar o aproveitamento de créditos mais transparente ao longo da cadeia produtiva.

Na prática, empresas deixam de lidar com múltiplas regras e exceções que dificultavam a apuração correta dos tributos. Essa transformação tende a favorecer organizações que adotam uma gestão tributária mais estruturada, pois o novo modelo exige precisão e controle.

Como funciona o crédito presumido na nova sistemática?

O crédito presumido passa a ser uma ferramenta relevante dentro do novo cenário, permitindo que empresas recuperem parte dos tributos pagos de forma mais simplificada. Ele atua como um mecanismo de compensação, especialmente em operações específicas definidas pela legislação.

Diferentemente do modelo anterior, a lógica atual busca reduzir a complexidade e ampliar a previsibilidade. Isso cria um ambiente mais seguro para investimentos, principalmente em setores intensivos em capital. Parajara Moraes Alves Junior, CEO da Junior Contabilidade & Assessoria Rural, destaca que entender os critérios de aplicação é essencial para evitar perdas de oportunidade.

Parajara Moraes Alves Junior
Parajara Moraes Alves Junior

Como ocorre a recuperação de créditos na aquisição de bens de capital?

A aquisição de bens de capital ganha protagonismo na nova sistemática, já que o aproveitamento de créditos tende a ser mais amplo e direto. Máquinas, equipamentos e estruturas produtivas passam a gerar créditos que podem ser utilizados de forma mais eficiente.

Esse movimento incentiva a modernização das operações e melhora a competitividade das empresas. A recuperação de créditos deixa de ser um processo burocrático e passa a ser uma ferramenta estratégica. Para Parajara Moraes Alves Junior, o planejamento adequado transforma investimento em vantagem fiscal concreta.

Quais são os impactos práticos para as empresas?

Os impactos são percebidos principalmente na gestão de caixa e na rentabilidade dos investimentos. Com maior previsibilidade no aproveitamento de créditos, as empresas conseguem planejar melhor suas aquisições e reduzir o custo efetivo dos ativos.

Ademais, há uma tendência de simplificação nos processos internos, o que reduz riscos de inconsistências fiscais. Parajara Moraes Alves Junior evidencia que empresas que estruturarem corretamente seus controles terão maior segurança e eficiência na utilização dos créditos tributários.

Como adaptar a estratégia tributária ao novo modelo?

A adaptação exige uma revisão completa das práticas fiscais adotadas pelas empresas. É fundamental integrar as áreas contábil, fiscal e financeira para garantir que os créditos sejam corretamente identificados e aproveitados.

Outro ponto essencial é o acompanhamento constante da legislação e das regulamentações complementares. Mudanças podem impactar diretamente o aproveitamento dos créditos. Parajara Moraes Alves Junior orienta que a atualização contínua e o suporte especializado são diferenciais decisivos nesse processo.

O que esperar do futuro da recuperação de créditos?

O novo modelo tende a consolidar um ambiente tributário mais racional e menos oneroso para quem investe em produção. A valorização do crédito como instrumento de competitividade deve estimular novos investimentos e fortalecer setores estratégicos.

Em conclusão, ao mesmo tempo, a exigência por maior controle e transparência aumenta a responsabilidade das empresas na gestão fiscal. Nesse cenário, a capacidade de transformar regras em estratégia será determinante para alcançar resultados consistentes e sustentáveis.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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